Ontem postaram na internet um vídeo de uma moça que foi dopada e estuprada por trinta homens. TRINTA. Não teve nenhum “herói viril”, seu Constantino, pra salvar a moça. Mas teve um monte de moços questionando a índole da moça, dando risada e fazendo piada com crime hediondo e compartilhando o vídeo e os prints.

Moços “bons”, sabe? Moços de “família”. Moços desses que a gente leva em casa pra apresentar pra mãe, com quem a gente tira selfie e posta em rede social. Moço que a gente chama de amor da nossa vida. Moço que trabalha ou mora do seu lado. Moço que estuda com você. Às vezes o moço é até da sua família e mora/convive com você.

Também tem o moço legal que não compartilha, mas recebe essas “pornografias” no grupo de whatsapp dos “bróders” e não diz nada. Porquê o Fulano é assim mesmo. Porquê grupo de homem é assim mesmo. Porquê o Beltrano é bruto mesmo.

Não, esses moços não são legais.

Eles são coniventes.

Eles são cúmplices.

O silêncio deles incentiva essa cultura do estupro.

E é por causa dessa cultura do estupro que a gente não gosta de sair sozinha de casa à noite. Que você pensa duas vezes antes de entrar num táxi ou num uber sozinha. Que você acelera o passo quando passa numa rua mais escura. Que você fica tensa quando tá sozinha na garagem e encontra um porteiro novo. Que você reclama da roupa curta da sua filha. Que você ouve “cantada” na rua. Que você ouve “elogio” de colega de trabalho que te deixa desconfortável. Que você pensa duas vezes se a roupa que você está usando não vai te atrair olhares indesejados.

Os moços “bons” acham que a gente não precisa de feminismo.

Eles se incomodam com esse “vitimismo”, com esse “mimimi”, com esse “engajamento de rede social”, com essa “problematização dessas mal comidas”. Ahãn.

Eu vi MONTES E MONTES de meninas denunciando os perfis. Fazendo barulho. Escrevendo posts e textões indignadas.

Cadê os moços bons? Cadê aqueles “heróis viris” do Constantino? Cadê o príncipe encantado que ia salvar a mocinha?

Talvez eu não precisasse de feminismo se eu me sentisse segura.

Se eu sentisse que meus direitos são respeitados. Se os moços “bons” fossem mesmo “bons” e não lobos em pele de cordeiro.

“Feminismo pra quê?” porque eu nunca vi mulheres doparem um homem, estuprarem e postarem o vídeo do estupro na internet, por isso.

Moços bons, sejam bons.

E quando receberem nudes compartilhados sem autorização, prints com piadas homofóbicas, gordofóbicas, racistas, conteúdo pedófilo e outras bizarrices… questionem os seus amigos. Não adianta “ignorar” o post. Não sejam coniventes, cúmplices.

Lembrem-se, vocês são bons moços.

Obrigada Kazinha Lacerda, mais uma vez, por escrever coisas que merecem ser compartilhadas <3

O tempo já esfriou por aqui e como falta menos de um mês para a chegada oficial do inverno, vamos ter uma wishlist para inspirar e deixar seus pés quentinhos! O que é tendência para esse inverno é salto tratorado, acabamento verniz, acabamento camurça, over knee mais ajustadas.

Eu amo/sou botas porque, além de levantar o look, é o tipo de calçado que não é barato mas dá pra investir sem medo porque dura bastante. Como vocês sabem, é uma lista dos sonhos, por isso com preços não tão amigos mas vale procurar modelos parecidos em marcas mais acessíveis.

  1. Melissa / 2. Arezzo / 3. Arezzo / 4. Schutz / 5. Santa Lolla / 6. Melissa / 7. Santa Lolla / 8. Arezzo

E aí qual dessas você também anda desejando?

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Chegamos ao último post dessa temporada de SPFW com o look que eu fui!

Fiquei muito em dúvida com que look eu ia, fui em várias lojas, experimentei de tudo, até o momento em que achei essa jardineira na Forever 21 (um dia antes do evento!) e foi amor. A partir daí ficou tudo fácil, já sabia exatamente o que queria usar. Comprei essa melissa que estava apaixonada desde o lançamento da coleção Dance Machine, coloquei minha cropped que vocês já estão cansadas de ver mas que eu adoro e pronto!

Estou muito na pegada de usar brincões coloridos, tenho poucos (esse é emprestado), acho que está combinando com o cabelo novo <3

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Jardineira: Forever 21 / Melissa Grunge / Cropped: Youcom

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Sim, nós somos muito mais do que a nossa aparência diz mas as pessoas nos classificam a partir da nossa aparência, querendo ou não. E não tem problema nenhum você querer mostrar sua personalidade através das roupas que você usa (poxa! nós somos tão únicas!) e acredito que a maioria de nós já faz isso em diferente níveis, na roupa do trabalho, na tendência da vez ou na sua timidez que seja.

Essa foi a minha pauta lá no Plaza Blog Meeting semana passada e achei que seria legal reunir as principais dicas que eu, Nayana e Camila Ticiane damos.

#1 – Não tenha medo

As pessoas podem te olhar feio no começo mas depois você não liga mais e a insegurança vai saindo de cena à medida em que você para de se preocupar com que os outros vão olhar/falar/julgar. Acredite, você vai se sentir melhor consigo mesma quando aceitar e amar quem você é.

#2 – Busque referências

E adapte para a sua realidade. Pegue algum elemento (acessório, maquiagem, penteado etc) e deixe aquele determinado estilo da referência com a sua cara. As minhas referências são a Kylie Jenner e a Flá Cavasotti.

#3 – Experimente

Diferentes estilos, estampas, modelagens, tecidos, marcas. Estilo é construído constantemente e com o tempo você vai se conhecendo, encontrando o que gosta e o que te cai melhor. Assim seu guarda-roupa fica mais enxuto e mais fácil de criar looks.

Espero que tenham gostado! Se tiver ficado alguma dúvida, deixe aí nos comentários que eu respondo :)

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